
Foi em torno das 9:00hs da manhã que acordamos para nos preparar para o primeiro dia na estação de esqui. Tentei desenrolar ao máximo o café da manhã e o banho, mas só fomos sair mesmo por volta de 11:00hs. Pegamos o ônibus até o Cerro Catedral onde iríamos curtir umas das melhores experiências da minha vida!
Logo na base da montanha dava pra sentir a imponência daquela formação natural. Muita neblina, e clima pra lá de frio, que nada abalavam a empolgação de toda uma leva de frequentadores. Fomos logo à procura de um local para o aluguel dos equipamentos. Depois de poucos minutos de pesquisa, fechamos em duas lojas o aluguel da calça, óculos, pranchas e botas para a prática do snowboard. O Erick deu conta das entradas para todos e logo estávamos na fila para o teleférico que nos levaria montanha acima.
Só foi no momento em que eu coloquei a prancha pela primeira vez travada entre as pernas que percebi o quanto o dia iria me reservar de adrenalina. A neve é algo muito lindo de se ver, mas cheia de peculiaridades a serem respeitadas. Apesar dos meus antecedentes com o skate, snowboard era um desafio e tanto! Tive de reaprender completamente o que significa equilíbrio em cima de uma prancha num ambiente como aquele. Foi um momento inicial marcado de muita frustração, tombos e apreenssão, pois não queria que nada de mais sério me acontecesse naquele momento.
Após esse período inicial de familiarização, decidi que precisava de uma área maior de escape pra tentar me movimentar com maior liberdade. As áreas próximas aos teleféricos são sempre muito lotadas de outros esquiadores, e eu temia que a falta de habilidade naquele terreno me levasse a algum acidente com essas pessoas. Subimos a um outro ponto intermediário da montanha, onde a descida seria mais livre, mas também mais longa.
Uma vez por lá, conseguimos espaço e com isso pude aprender BEM mais sobre a movimentação em cima daquela pranchona. Claro que os tombos começaram a acontecer a uma velocidade bem maior também. Mas até que consegui absorver um pouco dessa dinâmica também e evitar maiores consequências. Descemos até outro ponto intermediário da montanha pra pegar o teleférico que iria nos levar até o ponto mais alto da mesma.
Chegando por lá, decidimos parar um pouco pra cuidar da alimentação e hidratação. Já era por volta das 16:00hs e a estação fecharia à 17:00hs. Comemos rapidamente e descemos com o combinado de que nos encontraríamos na entrada do teleférico principal. Cada um partiu por uma trilha diferente, mas calculamos mal o tempo decorrido no lanche e acabamos saindo poucos minutos antes da fechada das pistas. O Erick e o João ainda foram barrados pelos funcionários do Parque, mas eu ainda furei esse bloqueio (inadvertidamente) e fui acabar perdido em uma trilha que seguia por entre os bosques da montanha.
Fiquei um tanto assustado com essa situação pois, além da falta de habilidade na prança, desconhecimento total do local e falar pouquíssima coisa em espanhol, estava completamente exausto para essa última descida. Acabei tirando a prancha descendo a montanha à pé por vários trechos. A paisagem também era algo de bastante exótica! Com muitas árvores completamente cobertas pela neve e veios de riachos onde a água era ainda mais gelada que o ambiente em sua volta. Foi uma experiência ao mesmo tempo assustadora, tensa mas completamente fantástica pra esse que vos escreve.
Após muitas horas de caminhada/boarding, consegui avistar os últimos esquiadores que ainda desciam a montanha por uma trilha principal mais à frente. Tratei de juntar minhas últimas forças pra encaixar a prancha nos pés e descer aquele trecho mais rápido. Por sorte, consegui chegar inteiro na estação e fui rapidamente de encontro ao pessoal que já me esperava dentro da loja de equipamentos. Eles avisaram que me viram furar o bloqueio mas não tiveram muito tempo de avisar pois foram barrados pelo pessoal do Parque para a descida.
No fim das contas, conseguimos entregar tudo à tempo de volta do aluguel. O Erick ainda chegou a comentar que a trilha pelo bosque era uma das mais difíceis, segundo os mapas da estação. Chegamos de volta ao albergue ainda com tempo para pegar o jantar. Apesar da oferta, não nos agradou muito o cardápio e decidimos sair para tanto. Após o lanche, voltamos a curtir um pouco da bebida do Wilkenny, onde o sono nos rendeu de volta ao albergue para um merecido descanso.
Logo na base da montanha dava pra sentir a imponência daquela formação natural. Muita neblina, e clima pra lá de frio, que nada abalavam a empolgação de toda uma leva de frequentadores. Fomos logo à procura de um local para o aluguel dos equipamentos. Depois de poucos minutos de pesquisa, fechamos em duas lojas o aluguel da calça, óculos, pranchas e botas para a prática do snowboard. O Erick deu conta das entradas para todos e logo estávamos na fila para o teleférico que nos levaria montanha acima.
Só foi no momento em que eu coloquei a prancha pela primeira vez travada entre as pernas que percebi o quanto o dia iria me reservar de adrenalina. A neve é algo muito lindo de se ver, mas cheia de peculiaridades a serem respeitadas. Apesar dos meus antecedentes com o skate, snowboard era um desafio e tanto! Tive de reaprender completamente o que significa equilíbrio em cima de uma prancha num ambiente como aquele. Foi um momento inicial marcado de muita frustração, tombos e apreenssão, pois não queria que nada de mais sério me acontecesse naquele momento.
Após esse período inicial de familiarização, decidi que precisava de uma área maior de escape pra tentar me movimentar com maior liberdade. As áreas próximas aos teleféricos são sempre muito lotadas de outros esquiadores, e eu temia que a falta de habilidade naquele terreno me levasse a algum acidente com essas pessoas. Subimos a um outro ponto intermediário da montanha, onde a descida seria mais livre, mas também mais longa.Uma vez por lá, conseguimos espaço e com isso pude aprender BEM mais sobre a movimentação em cima daquela pranchona. Claro que os tombos começaram a acontecer a uma velocidade bem maior também. Mas até que consegui absorver um pouco dessa dinâmica também e evitar maiores consequências. Descemos até outro ponto intermediário da montanha pra pegar o teleférico que iria nos levar até o ponto mais alto da mesma.
Chegando por lá, decidimos parar um pouco pra cuidar da alimentação e hidratação. Já era por volta das 16:00hs e a estação fecharia à 17:00hs. Comemos rapidamente e descemos com o combinado de que nos encontraríamos na entrada do teleférico principal. Cada um partiu por uma trilha diferente, mas calculamos mal o tempo decorrido no lanche e acabamos saindo poucos minutos antes da fechada das pistas. O Erick e o João ainda foram barrados pelos funcionários do Parque, mas eu ainda furei esse bloqueio (inadvertidamente) e fui acabar perdido em uma trilha que seguia por entre os bosques da montanha.Fiquei um tanto assustado com essa situação pois, além da falta de habilidade na prança, desconhecimento total do local e falar pouquíssima coisa em espanhol, estava completamente exausto para essa última descida. Acabei tirando a prancha descendo a montanha à pé por vários trechos. A paisagem também era algo de bastante exótica! Com muitas árvores completamente cobertas pela neve e veios de riachos onde a água era ainda mais gelada que o ambiente em sua volta. Foi uma experiência ao mesmo tempo assustadora, tensa mas completamente fantástica pra esse que vos escreve.
Após muitas horas de caminhada/boarding, consegui avistar os últimos esquiadores que ainda desciam a montanha por uma trilha principal mais à frente. Tratei de juntar minhas últimas forças pra encaixar a prancha nos pés e descer aquele trecho mais rápido. Por sorte, consegui chegar inteiro na estação e fui rapidamente de encontro ao pessoal que já me esperava dentro da loja de equipamentos. Eles avisaram que me viram furar o bloqueio mas não tiveram muito tempo de avisar pois foram barrados pelo pessoal do Parque para a descida.No fim das contas, conseguimos entregar tudo à tempo de volta do aluguel. O Erick ainda chegou a comentar que a trilha pelo bosque era uma das mais difíceis, segundo os mapas da estação. Chegamos de volta ao albergue ainda com tempo para pegar o jantar. Apesar da oferta, não nos agradou muito o cardápio e decidimos sair para tanto. Após o lanche, voltamos a curtir um pouco da bebida do Wilkenny, onde o sono nos rendeu de volta ao albergue para um merecido descanso.


1 comentários:
Meu filho!
Quie esses momentos lhe traduzam não só em muita aventura, mas também em quão somos impotentes diante da natureza.
Respeite-a, preserve-a e saiba conviver com ela, pois ao mesmo tempo que ela pode lhe proporcionar muitas alegrias e desafios satisfatórios, ela pode lhe deixar marcas indesejáveis.
Muita calma nessa hora. Seja prudente. Não fique isolado. Siga com os demais. O homem não nasceu para "viver" sozinho. Caso contrário, não seria homem e sim um animal.
Curta bem... Mas, cuide-se!
Beijos
Sua mãe
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