segunda-feira, 26 de julho de 2010

Surfando na neve...=)

O dia começou preguiçoso. Meus parceiros de viagem estavam ávidos por mais neve enquanto eu ainda queria um dia pra me recuperar completamente. Saímos juntos pela manhã mas eu ainda buscava a empolgação pra encarar alguma atividade pesada naquele dia.

Fomos rapidamente ao centro de lojas, onde o João estava interessado em adquirir uma calça de esqui. Eu também queria comprar algo do tipo, mas dependia do preço pois acho que dificilmente iria utilizá-la no Brasil. Ele já havia pesquisado alguns preços no dia anterior de forma que fomo direto à loja da marca Montagne, que apresentava a melhor oferta em termos de custo/benefício.

Acabei me empolgando com alguns modelos por lá e saímos os dois com o novo equipamento pra encarar o dia. Era uma manhã de sol e pouco vento, o que favoreceu a minha decisão de encarar o resto daquele dia na montanha. Mesmo não me sentindo completamente recuperado para tanto.

Chegamos tarde à base do Cerro Catedral. Enquanto eu cuidei de comprar as entradas com o João, o Erick foi atrás de uma melhor oferta no aluguel da bota, prancha e do armário onde deixaríamos guardados nossos pertences pessoais.

Depois de um certo atraso nesse processo, conseguimos pegar o teleférico por volta das 14:30hs. Dessa vez nos aventuramos por um outro lado da montanha. As trilhas iniciais me pareceram mais intimidadoras. Entretanto, nessa face, conseguiríamos chegar às trilhas mais fáceis da estação, além do Snow Park.

Chegando ao final do teleférico, o João decidiu partir sozinho em busca do Snow Park e suas rampas. Enquanto isso, eu e o Erick descemos a montanha em busca de caminhos mais fáceis pra nos acostumarmos um pouco mais com o controle da prancha no gelo.

Começamos juntos mas acabamos nos separando novamente. Eu estava me sentindo bem mais à vontade com a condução da prancha e acabei me distanciando, à medida que me aventurava nas interconexões das trilhas. Encontrei outros grupos durante o caminho e tentei manter sempre o ritmo com os mesmos. Dessa vez os tombos foram bem menos frequentes, mas não menos traiçoeiros.

Havíamos combinado de nos encontrar ao final do dia na porta da loja de aluguel de equipamentos. Era por volta de 16:30hs quando eu ainda arrisquei pegar o teleférico pras trilhas já conhecidas por nós. Consegui chegar ao topo à tempo de encarar uma última descida. Dessa vez por um novo trajéto que, apesar de mais rápido, foi o mais íngreme e perigoso que eu havia visto até então!

Aproveitei o ritmo mais lento na descida pra tirar boas fotos do lugar. Em certos locais, o declive era tão grande que os esquiadores chegavam a descer passo a passo, como se estivessem em uma escada mesmo! Levei o snow bem devagar por essas encostas, tentando sempre aliviar a descida e a velocidade do percurso. Só imaginava o precinho que as minhas pernas iriam cobrar no outro dia...=)

Enfim consegui chegar novamente à base da montanha. Dessa vez encontrei o pessoal já no social com outras amizades que havíamos feito no albergue. Tão logo entregamos todo o equipamento, partimos a buscar os taxís de volta pra casa.

A fila estava grande até mesmo pra esse tiponde transporte. Ficamos fazendo hora num Pub à base da montanha e contando as aventuras de cada um naquele dia. Apesar de não ter planejado aquilo, acabei me divertindo bastante também.

Tão logo nos foi possível, desenrolamos o transporte de volta e fomos direto ao nosso restaurante favorito por aqui (Rock Chicken). Energias repostas, uma enroladinha a mais no bar do albergue e cama que ninguém é de ferro!

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Location:Salta,San Carlos de Bariloche,Argentina

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